Bitcoin e inflação

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Saudações, inflacionários e inflacionárias!

O dinheiro fiduciário é inerentemente inflacionário. Mesmo o Japão, conhecido por ser um país com inflação extremamente baixa, e as vezes até mesmo tendo deflação, já viu o poder de compra da sua moeda derreter há tempos.

Veja os gráficos abaixo. Eles representam o quanto cada moeda perdeu de valor ao longo do tempo, a partir de 1956. Os dados foram obtidos da organização Inflation.eu

Poder de compra do dólar dos Estados Unidos:

Bitcoin e inflação

Poder de compra do real do Brasil:

Bitcoin e inflação

Poder de compra da libra esterlina do Reino Unido:

Bitcoin e inflação

Poder de compra do iene do Japão:

Bitcoin e inflação

Apesar das recentes notícias sobre inflação, que inundam o noticiário dia após dia, elas têm mais resultado para alarmar a população do que efeito prático.

Basta observar os gráficos acima. A moeda já derreteu, oitenta por cento ou mais do seu valor. O estrago já foi feito. Por mais que haja inflação hoje em dia, o pior mesmo já passou.

E isso é explicado pela forma como as notícias são dadas. Elas sempre focam em como os preços estão subindo, quando deveriam focar em como o poder de compra está diminuindo. Essa informação sim traz um impacto muito maior. Basta ver as imagens acima. Como você se sente ao saber que uma nota de 100 reais que está na sua carteira, na verdade tem o poder de compra equivalente a 20 reais em 1995?

É por isso que se gasta cada vez mais e se compra cada vez menos. Mas como boa parte dos salários no Brasil também são indexados pela inflação, seja em virtude de o pagamento ser realizado pelos órgãos governamentais, seja pelos acordos trabalhistas feitos entre empresas e sindicatos, a sensação é de que enriquecemos simplesmente porque o valor nominal dos salários aumentou.

Infelizmente, é uma consequência do fim do padrão-ouro. Como as moedas fiduciárias não podem ser mais convertidas em uma determinada quantidade do metal amarelo, os governos nacionais podem agora emitir moeda sem um freio. Resumindo, isso tende a terminar em uma situação de hiperinflação, já que essa emissão sem freio favorece aos políticos e suas medidas populistas.

A única moeda existente que não sofre com esse problema é o Bitcoin. Como ele tem sua quantidade de emissão limitada, e não há meios conhecidos de ampliar sua quantidade, ele não tem como ser inflacionado. Um bitcoin sempre terá o poder de compra de um bitcoin. E não, o fato dele poder ser dividido em satoshis e em partes cada vez menores não torna ele inflacionário. É apenas uma maneira de aumentar sua liquidez, permitindo que transações com pequenos valores possam ser realizadas.

Leia mais sobre a divisão do bitcoin.

Se a inflação é uma coisa que lhe preocupa, adquirir bitcoins faz todo o sentido.

Artigo opinativo escrito por Marcelo Mussarelli Corghi, do Blog Vida Rica. As opiniões expressas não refletem necessariamente o posicionamento da Yappi

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