Suporte e resistência: como sobreviver além das tendências

Compartilhe esse post

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Suporte e resistência são como o chão e o teto, e o ativo variando de preço entre os dois extremos é como aquelas antigas bolinhas pula-pula.

“Os mercados permanecem mais tempo em faixas de negociação do que em tendências, pois, entre as pessoas, a falta de rumo é mais comum que a ação deliberada” – Alexander Elder

É fato que é possível ganhar muito dinheiro nas famosas tendências, seja de alta ou de baixa, em uma compra ou venda a descoberto.

Mas basta olhar para o gráfico histórico de um ativo para ver que ele permanece mais tempo “preso” em um intervalo de preços do que em um tendência.

Sendo assim o ideal é ter um plano para quando o mercado está morno, pois é como ele permanece a maior parte do tempo.

Mas o que são suporte e resistência?

Aquelas bolinhas pula-pula, febre entre as crianças nos anos 90, é uma boa analogia para explicar um suporte e uma resistência. A bola arremessada bate no chão, quica e depois vai bater no teto.

Como dito antes, suporte e resistência são como o chão e o teto e a bolinha pula-pula é o ativo variando de preço entre os dois extremos.

Suporte é um nível de preço em que existe uma força de compra que impede o preço de continuar sua descida

Resistência é um nível de preço em que existe uma força de venda que impede o preço de continuar sua subida.

Variação de preço de um ativo, as linhas laranja representam níveis de suporte e resistência.

As pessoas têm memória e é por isso que o suporte e a resistência existem. Se o preço sobe até um certo valor e após isso cai, quando subir e chegar a esse patamar os operadores que estavam operando da vez passada se lembraram disso e tenderão a vender neste mesmo local por medo de uma nova queda.

O medo e a lembrança da dor são dois dos principais atores por trás da movimentação dos mercados.

Para operar nessas regiões temos primeiro que traçar as linhas de suporte e resistência. O ideal não é traçar nos extremos de alta e baixa do preço e sim nas bordas das áreas de contingência abaixo ou acima desses extremos respectivamente.

Isso porque essas bordas  representam de fato o suporte e a resistência, os extremos refletem apenas o pânico entre os investidores menos confiante.

Após traçar essas linhas o investidor pode operar contra o movimento atual, comprando quando o preço cai até o suporte e vendendo quando alcança a resistência.

O mais importante dessa estratégia não estão no ponto de entrada e no objetivo de saída, mas sim no Stop Loss.

Puxando o freio com o Stop Loss

O Stop Loss, é a saída da operação onde o operador perde. Definir o quanto se pode perder é importantíssimo para manter suas chances de vitória numa próxima. Perder muito em apenas poucas operações pode ser a ruína.

Acredito para esse caso existirem duas opções para chegar a um Stop Loss ideal: backtesting; ou aumento gradual do Stop.

A primeira é testar o valor de Stop nas variações passadas do ativo e descobrir como teria sido o resultado. É o ideal, mas demanda um software específico para isso ou muito tempo e trabalho braçal. 

O segundo opção é iniciar com um Stop Loss mais curto e ir alargando até encontrar o espaço ótimo entre a entrada da operação e o Stop Loss.

Essas são ideias de como é possível operar nessas faixas de negociação. O importante é entender a importância de ter um plano para elas, pois é onde o preço do ativo passa mais tempo “preso”. Estude, reflita e teste, até descobrir a sua estratégia para esses momentos, com calma e responsabilidade financeira.

Leia também:

Compartilhe esse post

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Assine nossa newsletter

Fique por dentro das novidades do mundo cripto e outros investimentos.