CNN explica valorização do Bitcoin em 2020 e expectativas para 2021

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Portal de notícias explicou os eventos que levaram o Bitcoin à uma valorização recorde, além de citar as expectativas para a moeda em 2021.

Como foi em 2020?

Apesar das boas previsões para o ano de 2020 no mundo dos investimentos, a pandemia do novo coronavírus virou a economia mundial de pernas para o ar.

Apesar de ter começado o ano em alta, nem mesmo o Bitcoin resistiu ao estopim da crise sanitária, o que fez com que a moeda apresentasse queda de 40% em um único dia em meados de março. Com isso, o Bitcoin foi dos R$40.612 aos R$24.208 e levou muita gente que tinha apostado na moeda ao desespero.

Mas diferentemente dos outros tipos de investimentos, a recuperação do bitcoin foi rápida, e já no final de abril ele não só se recuperou das perdas de março, como superou índices tradicionais, como o Ibovespa.

O terceiro halving

Um dos grandes motivos para a quebra do recorde de valorização do Bitcoin citado pelo portal de notícias não poderia deixar de ser o terceiro halving do Bitcoin, que ocorreu no dia 11 de maio. Nesse ponto, o valor do Bitcoin já ultrapassava os R$50.030.

Mas o que é halving? Diferentemente do dinheiro tradicional, o bitcoin tem um limite de emissões, que é de 21 milhões unidades. Para que se valorize e mais pessoas consigam comprá-lo, quando foi criado, o criptoativo trouxe consigo o conceito “halving”, que é um corte automático, feito a cada quatro anos, que garante que as emissões diárias caiam pela metade ao passar do tempo. Ou seja, ele é limitado. 

Assim, antes de maio, eram emitidas 1,8 mil unidades de bitcoins por dia. Depois do corte, esse número passou a ser de 900. Trata-se de um movimento inverso do que é feito por governos, que ampliam a fabricação e oferta de dinheiro em meio a crises para custear programas e o próprio estado.

Investimentos de grandes empresas

Além do halving como fenômeno de valorização do bitcoin, outro fator importante para o bitcoin foi sua institucionalização, isso é, grandes empresas começaram a investir na criptomoeda por ela se mostrar uma saída em relação à inflação, já que é uma moeda limitada.

Um exemplo disso veio de Jack Dorsey, CEO do Twitter. Proprietário da Square Inc., Dorsey anunciou que sua empresa compraria US$ 50 milhões em bitcoins. Esse movimento foi seguido por outros nomes do mercado financeiro.

Além disso, o PayPal, uma das principais plataformas de pagamento, também passou a oferecer transações em bitcoins. Isso ampliou as possibilidades de se usar a moeda e foi fundamental para o recorde de 2020.

Expectativas para 2021

Segundo a CNN, os especialistas em bitcoin acreditam que o ano de 2021 será ainda melhor em termos de valorização da criptomoeda.

Muitos, inclusive, acreditam que esse será o período da “bancarização” da moeda, com a chegada no setor bancário e com a sua fundamentação como alternativa de reserva e remessa de valores. Neto Guaraci, COO da Coingoback, uma startup de cashback em criptomoedas, prevê que:

“Isso vai popularizar o acesso desses ativos digitais como nunca vimos antes. O bitcoin estará nas suas compras, no app do seu banco, no seu cartão, maquininha e por aí vai”

Para quem pensa nos investimentos, a dica dos principais economistas se mantém: garanta a diversificação da carteira. Nesse caso, o bitcoin surge para ampliar as oportunidades e se soma às demais modalidades existentes.

Estudos já mostraram que, mesmo um pequeno aporte entre 1% e 3% do patrimônio em ativos digitais, já pode fazer uma grande diferença no desempenho da carteira de investimentos.

O que muitos não sabem é que dá para comprar bitcoins a partir de R$ 10. Apesar da unidade estar acima dos US$ 30 mil [ou R$ 170 mil], ele é divisível em 8 casas decimais, o que permite que qualquer pessoa consiga adquirir uma fração do ativo.

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